
Os entusiastas do céu têm motivos para comemorar esta semana com a aproximação do pico da chuva de meteoros Líridas, que promete um espetáculo céu a despeito da luminosidade da Lua Cheia, conhecida como 'Lua Rosa'. A Sociedade Americana de Meteoros indica que o evento astronômico será mais intenso na noite de domingo para a madrugada de segunda-feira. A Lua atingirá o ápice de sua fase cheia na terça-feira, às 19h49, horário da costa leste dos Estados Unidos (ET).
Embora a expectativa seja de avistar até 18 meteoros por hora durante o ápice das Líridas, a claridade lunar pode reduzir a visibilidade dos meteoros mais fracos, especialmente no Hemisfério Norte, conforme explica Ashley King, pesquisador pós-doutoral em ciências planetárias do Museu de História Natural de Londres.
Para aqueles que almejam testemunhar o fenômeno, King aconselha que se permita pelo menos 10 a 15 minutos para que os olhos se ajustem à escuridão antes de procurar por meteoros, e sugere evitar o uso de telescópios ou binóculos, já que limitam o campo de visão. A melhor estratégia é buscar um local escuro e elevado, onde se possa ter uma ampla visão do céu.
Além da chuva de meteoros, a 'Lua Rosa' também se apresentará no firmamento, visível globalmente por alguns dias. A coloração rosada, que dá nome ao fenômeno, não altera a aparência usual da Lua, mas se deve à floração da Phlox subulata, uma flor silvestre que desabrocha no início da primavera.
Ainda em 2024, astrônomos e curiosos poderão observar mais luas cheias e chuvas de meteoros, com destaque para as superluas de setembro e outubro, quando a Lua estará mais próxima da Terra e parecerá maior e mais brilhante no céu. Outras luas cheias incluem a 'Lua das Flores' em maio e a 'Lua dos Morangos' em junho, entre outras. As chuvas de meteoros terão picos em diversas datas, começando com as Eta Aquáridas em maio e seguindo com eventos como as Perseidas em agosto e as Gemínidas em dezembro.
Para os aficionados por eclipses, 2024 ainda reserva um eclipse solar anular em 2 de outubro, visível em partes da América do Sul, e um eclipse lunar parcial entre 17 e 18 de setembro, que poderá ser observado em grande parte da Europa, Ásia, África e Américas. O eclipse solar anular criará um 'anel de fogo' no céu, enquanto o eclipse lunar parcial fará com que a sombra da Terra encubra parte da superfície lunar. Esses eventos celestes continuam a fascinar e a lembrar da vastidão do espaço e da nossa conexão com o cosmos.
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