
Na última semana, uma imensa ejeção de massa solar liberou um fluxo de partículas energéticas que viajaram pelo espaço a partir do Sol. Durante o fim de semana, essa onda chegou à Terra, proporcionando um espetáculo de auroras intensamente coloridas, observadas ao redor do mundo em ambos os hemisférios.
Enquanto normalmente as auroras são vistas apenas nas proximidades dos polos, desta vez foram avistadas em locais mais distantes, chegando ao sul como o Havaí no hemisfério norte, e ao norte como Mackay no hemisfério sul.
O espetáculo das auroras, embora tenha acabado, não é um evento único. Estamos nos aproximando do ápice do ciclo solar de 11 anos, o que indica que períodos de auroras intensas devem voltar a ocorrer no próximo ano.
Para quem se pergunta sobre a causa desse fenômeno luminoso e suas cores variadas, a explicação está na física dos átomos. As auroras são geradas pelo choque de partículas carregadas, principalmente elétrons, que são emitidas pelo Sol, contra a atmosfera da Terra. Esses elétrons, ao colidirem com moléculas de oxigênio, provocam um estado de excitação atômica que, ao se 'relaxar', emite luz.
A cor verde, que predomina nas auroras, é resultado de átomos de oxigênio passando de um estado '¹S' para '¹D', um processo que pode levar quase um segundo para ocorrer, algo considerado lento em termos atômicos. Já a luz vermelha vem de uma transição ainda mais improvável, que pode demorar cerca de dois minutos para acontecer, e por isso, é mais rara e só aparece em altas altitudes.
Outras cores também podem ser vistas, como o magenta, que é resultado da emissão de luz por moléculas de nitrogênio ionizado. Apesar de visíveis a olho nu, as cores das auroras são capturadas com maior intensidade pelas câmeras fotográficas devido à sua capacidade de longa exposição e ausência de limitações das células sensoriais de cor dos olhos humanos em ambientes de baixa luminosidade.
Portanto, mesmo que você não tenha presenciado o recente espetáculo das auroras, há promessas de novas oportunidades de observação nos próximos meses, graças ao ciclo solar.
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