
A Boeing e a Nasa finalmente realizaram o lançamento da cápsula Starliner CST-100, marcando a primeira missão tripulada da empresa. O evento ocorreu em Cabo Canaveral, Flórida, impulsionado por um foguete Atlas 5, tornando a Boeing a segunda empresa capaz de enviar astronautas ao espaço em veículo próprio.
O foguete decolou às 11h52, horário de Brasília, e após 15 minutos, ocorreu a separação dos estágios, com a cápsula prosseguindo para entrar em órbita cerca de 30 minutos após o lançamento. A previsão é que a Starliner se acople à Estação Espacial Internacional (ISS) na tarde do dia seguinte, permanecendo no espaço por aproximadamente oito dias.
A bordo estavam os astronautas da Nasa, Barry Eugene Wilmore e Sunita Williams, que já possuem experiência em missões espaciais, incluindo caminhadas no espaço. Wilmore, com 178 dias no espaço, e Williams, com 322 dias, são veteranos em viagens espaciais.
A missão ocorre após um adiamento em maio devido a um problema técnico com uma válvula no foguete Atlas 5, que precisou ser substituída. Outras datas foram consideradas, mas problemas adicionais, como um vazamento de hélio, adiaram o lançamento até que fossem resolvidos.
Após uma investigação, foi descoberto que além do vazamento, havia uma 'vulnerabilidade de design' no sistema de propulsão, que poderia comprometer a segurança da missão. Uma correção de software foi implementada como solução temporária.
A Starliner é parte fundamental do programa comercial tripulado da Nasa, iniciado em 2014 junto com a SpaceX, visando o desenvolvimento de veículos para transporte de astronautas. Após atrasos e problemas técnicos, este lançamento representa um passo crucial para a Boeing, que busca a certificação da Nasa para futuras missões à ISS. Enquanto isso, a SpaceX já realizou várias missões bem-sucedidas com sua cápsula Crew Dragon. A Boeing enfrenta o desafio de recuperar o tempo perdido e os custos adicionais que já somam US$ 1,5 bilhão.
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