
O Japão, que por anos manteve tecnologias ultrapassadas como os disquetes em uso nos processos burocráticos, finalmente anunciou a descontinuação desse meio de armazenamento. Segundo Taro Kono, ministro de Assuntos Digitais, esta mudança marca o fim de uma era que durou bem mais do que o previsto. Em 2021, ele iniciou uma campanha para acabar com o uso dos disquetes, culminando na vitória declarada em julho de 2023.
A eliminação desses dispositivos vem após uma resistência significativa à digitalização no país, que resultou na permanência de tecnologias como o aparelho de fax em muitos escritórios. A Agência Digital, criada em setembro de 2021 e liderada por Kono, visa acelerar essa transição, embora ainda enfrentem desafios, como a persistência do uso de carimbos hanko para a validação de documentos.
A mudança foi recebida com reações mistas nas redes sociais, variando entre críticas pela demora na atualização tecnológica e uma certa nostalgia pelo fim dos disquetes, que foram amplamente usados desde a década de 1960 até serem superados por tecnologias mais eficientes nos anos 90. A Sony, última fabricante dos disquetes, já havia cessado sua produção em 2011, indicando o fim da linha para essa mídia de armazenamento.
Este atraso na adaptação digital reflete a luta do Japão para manter-se competitivo em um cenário global cada vez mais focado na inovação tecnológica e eficiência digital. A expectativa é que a descontinuação definitiva dos disquetes e a modernização dos processos burocráticos possam impulsionar o país de volta ao patamar de líder tecnológico que já ocupou no passado.
Confira os últimos vídeos publicados no canal