
Em um evento raro de falha, um foguete Falcon 9 da SpaceX, lançado na Califórnia na noite de quinta-feira, 11 de julho de 2024, enfrentou problemas técnicos durante o voo, comprometendo a missão de colocar 20 satélites Starlink em órbita. Minutos após a decolagem, um vazamento de oxigênio líquido causou uma falha no motor do estágio superior, resultando em uma órbita anormalmente baixa para os satélites. A SpaceX, na sexta-feira, atribuiu o incidente ao vazamento e informou que apenas metade dos satélites conseguiu estabelecer contato com os controladores de voo, que tentaram, sem sucesso, elevar sua órbita usando propulsores iônicos a bordo. Devido à baixa altitude de apenas 135 quilômetros acima da Terra—menos da metade da altura planejada—os satélites estão fadados a reentrar na atmosfera e se desintegrar. Este foi o primeiro fracasso do Falcon 9 em quase uma década, interrompendo uma sequência de lançamentos bem-sucedidos desde 2015. A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) declarou que a SpaceX não poderá realizar novos lançamentos até que o problema seja solucionado. Apesar do revés, não há informações claras sobre como esse acidente poderá afetar os próximos voos tripulados da empresa, incluindo a missão privada liderada pelo bilionário Jared Isaacman, agendada para o final de julho, e um voo subsequente para a Estação Espacial Internacional em meados de agosto. Elon Musk, CEO da SpaceX, expressou confiança na capacidade de resolver o problema rapidamente, dada a alta frequência de voos realizados pela companhia.
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