Argonalyst

Decifrando o genoma do mamute lanoso: uma nova fronteira na biologia de espécies extintas

Argonalyst
16 July 2024

Cientistas desvendam o código genético de um mamute lanoso com detalhes sem precedentes após a descoberta de cromossomos fossilizados na pele de uma carcaça de 52.000 anos, encontrada preservada no permafrost da Sibéria. A análise do material genético antigo permitiu aos pesquisadores montar o genoma do mamute, revelando que ele possuía 28 pares de cromossomos e identificar genes ativados ou desativados, essenciais para compreender a essência de ser um mamute.

O nome curioso, Chris Waddle, foi dado ao mamute devido à sua impressionante juba, similar ao penteado do ex-futebolista inglês. Após a morte, a pele do animal passou por um processo natural de liofilização, preservando a estrutura tridimensional dos cromossomos.

Prof. Erez Lieberman Aiden, diretor do Centro de Arquitetura Genômica na Baylor College of Medicine em Houston, destacou que as amostras representam 'um novo tipo de fóssil' que preserva biomoléculas por vastos períodos e contém mais informações que as previamente estudadas. Junto a ele, a Drª Olga Dudchenko enfatizou que descobrir os cromossomos fossilizados é um 'divisor de águas', pois permite montar toda a sequência de DNA de uma criatura extinta, oferecendo insights antes inacessíveis sobre sua biologia.

O animal, que mais tarde descobriu-se ser fêmea, teve sua pele testada em circunstâncias extremas, incluindo ser atropelada por um carro e atingida por um taco de baseball, mostrando a durabilidade do DNA em condições adversas. Essa descoberta não apenas revela detalhes sobre a biologia do mamute lanoso, mas também alimenta planos de recriar a espécie, uma ambição científica que envolve modificar geneticamente o genoma de um elefante asiático para que se assemelhe ao do mamute.

Prof. Adrian Lister, especialista em mamutes do Museu de História Natural, que não participou do estudo, considerou a pesquisa 'espantosa' e afirmou que ela abre novas possibilidades para explorar a biologia de espécies extintas, com potencial para investigar a biologia de espécies muito mais antigas, de até 2 milhões de anos.

Últimos vídeos

Confira os últimos vídeos publicados no canal

Argonalyst

A maior virada da Inteligência Artificial começou... e vem da China

Argonalyst

o ALERTA de Satya Nadella que ASSUSTOU o mercado de IA

Argonalyst

GPT 5.6 SURPREENDE: OpenAI finalmente alcançou a Anthropic?

Argonalyst

Os novos modelos de IA estão decepcionando... e ninguém quer admitir isso

Argonalyst

Midjourney quer ESCANEAR humanos e o Open Source já rivaliza com Claude Opus

Argonalyst

Rio 3.5 e Fable 5: as duas polêmicas que expõem o futuro da IA

Argonalyst

Fim dos PCs como conhecemos: Nvidia, Microsoft e IA local vão mudar tudo

Argonalyst

O plano SECRETO das Big Techs para cobrar MUITO mais pela IA

Argonalyst

BOLHA da IA ou NOVA era de crescimento EXPONENCIAL? O mercado está dividido

Argonalyst

Nova IA da OpenAI traduz em TEMPO REAL e pode mudar o mundo dos negócios

Argonalyst

Spec Driven Development (SDD): a habilidade que vai separar quem SOBREVIVE à IA

Argonalyst

DeepSeek V4: o Open Source que está AMEAÇANDO GPT 5.5 e Opus 4.7

Argonalyst

Prometeram Renda Universal… mas só veio desemprego?

Argonalyst

Mythos Preview: o começo da AGI ou só mais hype?

Argonalyst

Ele automatizou TUDO com IA… e pode virar bilionário sozinho