
A China consolidou seu status de potência espacial ao realizar um pouso bem-sucedido do módulo não tripulado Chang’e 6 no lado oculto da Lua. Este feito, ocorrido às 6h23 pelo horário de Pequim, marca a segunda vez que o país alcança esta parte inexplorada do satélite natural, onde nenhuma outra nação havia chegado antes. A espaçonave pousou na vasta cratera South Pole-Aitken Basin, um desafio técnico devido à ausência de comunicação direta com a Terra, exigindo uma operação altamente automatizada e cuidadosa.
Neil Melville-Kenney, técnico da Agência Europeia Espacial colaborador da missão, destacou a complexidade do pouso devido às longas sombras e dificuldades de comunicação, que elevam significativamente as chances de falha. A missão Chang’e 6, descrita pela Agência Espacial Nacional da China como repleta de 'inovações de engenharia e de grande dificuldade', tem como objetivo coletar amostras do solo lunar, usando ferramentas como uma colher e uma furadeira para extrair cerca de 2 kg de material.
Estas amostras serão encaminhadas de volta à Terra, previstas para pousar na Mongólia Interior em 25 de junho, após serem lançadas por um foguete de propulsão a partir do módulo lunar. Os resultados esperados incluem insights valiosos sobre a história geológica e a formação do sistema solar, além de uma comparação detalhada entre as regiões mais e menos exploradas da Lua. Esta missão reafirma a posição da China na corrida espacial global, que já inclui avanços notáveis de outros países como os Estados Unidos, a União Soviética, a Índia e mais recentemente, participações de empresas privadas e startups.
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