
Por décadas, uma doença fúngica mortal tem dizimado anfíbios ao redor do mundo, de sapos a salamandras, desde os lagos montanhosos dos Estados Unidos até as florestas tropicais da Austrália. Conhecida como quitridiomicose, ou simplesmente quitrídio, essa doença já levou à extinção de pelo menos 90 espécies de anfíbios e contribuiu para o declínio de centenas de outras, segundo estimativas.
"O quitrídio representa uma pandemia sem precedentes entre a vida selvagem", afirmou Anthony Waddle, biólogo conservacionista da Universidade de Macquarie, em Sydney, Austrália. "Estamos presenciando espécies e populações desaparecerem."
Entretanto, como muitos adversários formidáveis, o quitrídio possui uma vulnerabilidade. O fungo causador, conhecido como Batrachochytrium dendrobatidis, ou Bd, prospera em climas frios e não sobrevive ao calor.
Uma nova pesquisa sugere que os conservacionistas podem conseguir controlar o fungo oferecendo aos sapos um local aquecido para passarem o inverno. Uma simples pilha de tijolos aquecidos pelo sol atraiu o sapo verde e dourado, uma espécie vulnerável da Austrália. Esses abrigos térmicos elevam a temperatura corporal dos sapos, ajudando-os a combater as infecções fúngicas e, possivelmente, garantindo sua sobrevivência a longo prazo.
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