
No ano passado, o Dr. Jaume Pellicer e sua equipe de cientistas aventuraram-se em uma expedição na Grande Terre, uma ilha a leste da Austrália, com o objetivo de encontrar uma rara samambaia denominada Tmesipteris oblanceolata. Apesar de sua pequena estatura, de apenas alguns centímetros, o desafio de localizá-la no chão da floresta não foi trivial.
"Ela não chama a atenção", comentou Dr. Pellicer, pesquisador do Instituto Botânico de Barcelona, na Espanha. "Você provavelmente pisaria nela sem sequer perceber."
Após uma busca cuidadosa, a equipe conseguiu identificar a discreta samambaia. Análises subsequentes no laboratório revelaram que a Tmesipteris oblanceolata possui o maior genoma já registrado entre os seres vivos, contendo mais de 50 vezes a quantidade de DNA encontrada em células humanas. Esta descoberta foi detalhada em um estudo publicado na última sexta-feira.
Esse impressionante achado deixou a comunidade científica perplexa, especialmente porque a planta, a princípio insignificante, esconde características genéticas tão grandiosas. Tal enigma tem desafiado os cientistas desde a década de 1950, quando se começou a compreender como a dupla hélice do DNA codifica os genes, que são lidos pelas células para a produção de proteínas correspondentes.
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