
Nesta segunda-feira, a comunidade científica e os amantes de felinos tiveram uma surpresa espacial: Taters, um gato de pelagem laranja, estrelou o primeiro vídeo de um gato transmitido no espaço, um feito que não ofusca a pioneira felina francesa Félicette de 1963, mas certamente adiciona um novo marco à história. A NASA realizou um experimento inovador ao enviar um vídeo de 15 segundos de Taters, através de uma sonda, percorrendo quase 19 milhões de milhas até a Terra. O vídeo em ultra-HD mostra o divertido Taters perseguindo um ponto de laser, uma escolha apropriada, visto que a própria transmissão foi realizada a laser.
O vídeo não só proporcionou a Taters seus momentos de fama, mas serviu como um importante teste para a NASA, com o objetivo de avaliar a viabilidade de transmitir vídeos via streaming pelo espaço profundo, visando o futuro em que humanos possam viajar além da órbita terrestre. 'Acabamos de transmitir o primeiro vídeo em ultra-HD enviado por laser do espaço profundo. E é um vídeo de Taters, um gato malhado', disse a NASA em um tweet, destacando que este teste abrirá caminho para comunicações de alta taxa de dados em apoio ao próximo grande salto: enviar humanos para Marte.
A equipe de Comunicações Ópticas do Espaço Profundo da agência incluiu o vídeo de Taters na sonda Psyche, lançada em outubro com a missão de seis anos para visitar um asteroide. Em 11 de dezembro, a sonda enviou o vídeo de volta à Terra. 'Um dos objetivos é demonstrar a capacidade de transmitir vídeo em banda larga por milhões de milhas', explicou Bill Klipstein, gerente do projeto de demonstração tecnológica no JPL, à CBS. Para tornar o evento mais memorável, optou-se por criar um 'vídeo divertido' em vez de enviar pacotes de dados de teste aleatórios.
Embora a transmissão de Taters tenha percorrido mais de 80 vezes a distância entre a Terra e a Lua, a transmissão levou apenas 101 segundos, uma velocidade superior à da maioria das conexões de banda larga na Terra. A NASA celebrou o feito como um marco histórico, com Pam Melroy, vice-administradora da agência, ressaltando a importância do aumento da largura de banda para a realização dos futuros objetivos de exploração e ciência, e destacando a expectativa pelo avanço contínuo dessa tecnologia e pela transformação da maneira como nos comunicamos durante missões interplanetárias futuras.
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