
A reentrada iminente do ERS-2, um satélite de observação da Terra que foi um marco tecnológico europeu no início da década de 1990, é aguardada com cautela pela comunidade científica. O satélite, com um peso de 2,3 toneladas, deve reentrar na atmosfera terrestre de forma não controlada, mas sem causar alarme entre a população.
A Agência Espacial Europeia (ESA), responsável pelo satélite, informou que a maior parte do ERS-2 deve se desintegrar ao entrar na atmosfera, um processo comum para objetos dessa magnitude. Ativo até 2011, o satélite foi desativado estrategicamente para que sua órbita declinasse gradualmente, culminando na reentrada prevista.
Embora a ESA acompanhe de perto a trajetória do satélite, o momento exato e o local de reentrada ainda são incertos. A previsão mais recente aponta para a próxima quarta-feira, por volta do meio-dia, horário de Brasília. A possibilidade de fragmentos atingirem a Terra é real, porém, espera-se que caiam predominantemente nos oceanos e sem qualquer material tóxico ou radioativo.
A probabilidade de impacto em seres humanos é extremamente reduzida, fazendo com que o evento seja mais uma curiosidade científica do que uma ameaça. Este acontecimento reforça a importância do monitoramento constante de objetos em órbita e o gerenciamento de satélites desativados.
Acompanhando este evento cósmico, um meteorito recentemente capturou atenções ao explodir no céu de Portugal, deixando um rastro luminoso e uma nuvem de fumaça. Este fenômeno, embora não relacionado, serve como lembrança da dinâmica e surpreendente natureza do espaço próximo ao nosso planeta.
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