
Após décadas de debates acalorados na comunidade paleontológica, um crânio de tiranossauro com apenas 58 centímetros de comprimento volta a ser o centro das atenções. O espécime, originalmente batizado de Nanotyrannus lancensis em 1988, tinha sido considerado por muitos como uma versão juvenil do famoso Tyrannosaurus rex. Contudo, essa hipótese começou a ser questionada desde 1999, quando surgiram argumentos de que se tratava de uma fase de crescimento acelerado da espécie antes de alcançar a idade adulta.
A teoria de que o crânio pertencia a um T. rex adolescente vinha ganhando força ao longo dos anos. "A maioria das pessoas, inclusive eu, aceitou essa ideia", admite Nick Longrich, paleontólogo da Universidade de Bath, na Inglaterra.
No entanto, uma reviravolta surgiu com um novo estudo publicado na quarta-feira no periódico Fossil Studies. Longrich e sua equipe trazem à tona evidências suficientes que apoiam a reclassificação do Nanotyrannus lancensis como uma espécie distinta dentro da grande família dos tiranossauros. As características anatômicas do crânio, segundo os pesquisadores, indicam que o Nanotyrannus não é sequer particularmente próximo do T. rex, contrariando as suposições anteriores e reacendendo o debate sobre a diversidade de espécies entre os tiranossaurídeos.
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