
Produtos falsificados e pirataria: uma realidade crescente no Brasil
A lista de produtos e serviços falsificados ou que chegam ilegalmente ao mercado consumidor é cada vez maior. Muitos adquirem esses produtos sem saber de sua procedência duvidosa. A motivação para isso é simples: a busca por preços mais baixos do que os praticados oficialmente.
Esse desejo nunca irá desaparecer, então devemos partir do princípio de que produtos piratas sempre existirão. Esse problema também se estende à indústria de streaming, que ficou ainda mais exposta com a recente operação da Anatel contra a pirataria. Além de retirar do mercado diversos aparelhos não certificados, a agência também bloqueou o acesso a sites que oferecem conteúdo ilegalmente.
Essa ação, embora corajosa, é apenas o primeiro passo nessa batalha. Os consumidores de pirataria terão que se adaptar a essa nova realidade e aproveitar a oportunidade de consumir conteúdo legal, que impulsiona a indústria e gera empregos e impostos. Desde fabricantes de hardware, como a Roku, até produtores audiovisuais, todos fazem parte dessa engrenagem.
Do ponto de vista do consumidor, adquirir conteúdo legal significa ter acesso a um material de qualidade, com segurança e privacidade. Ao comprar aparelhos certificados ou assinar serviços oficiais, o consumidor não corre o risco de compartilhar seus dados bancários com pessoas desconhecidas ou de ter seus dispositivos infectados por vírus ou hackers. Vale a pena correr esses riscos?
Por outro lado, o consumidor que opta pelo conteúdo legal tem acesso a entretenimento e informação de primeira qualidade, sem se expor a riscos, e ainda contribui para a saúde dessa indústria. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a pirataria impede a criação de 1,5 milhão de empregos por ano no Brasil.
Apesar de ser um problema endêmico no país, assim como aconteceu em mercados mais maduros, existem soluções. Os canais suportados por anúncios, conhecidos como AVOD, oferecem aos consumidores uma ampla seleção de filmes e séries gratuitos, sem a necessidade de fazer login ou inserir informações de pagamento. Medidas impopulares, como a restrição ao compartilhamento de senhas de serviços de assinatura, são necessárias e devem ser adotadas nessa luta.
Assim como ocorreu na indústria fonográfica, que conseguiu reduzir drasticamente a pirataria ao disponibilizar músicas em plataformas acessíveis e com preços mais baixos, é possível investir em ações conjuntas com a Anatel e outros órgãos para tornar o consumo de pirataria cada vez mais perigoso e desnecessário.
O Country Manager da Roku Brasil, com mais de 20 anos de experiência no setor de tecnologia e televisão, destaca a importância de políticas públicas e ações articuladas para combater esse problema e promover um mercado mais saudável e seguro para todos.
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