
A espaçonave Odysseus, da empresa Intuitive Machines, alcançou um feito histórico ao pousar na Lua, na região do polo sul lunar, na última quinta-feira, tornando-se a primeira missão dos EUA a aterrissar suavemente no satélite desde o Apollo 17 em 1972. Contudo, a aeronave tombou após o pouso, enfrentando dificuldades de comunicação com a Terra devido à posição das antenas, conforme reportado pelo The New York Times.
Steve Altemus, presidente-executivo da Intuitive Machines, em coletiva da NASA, expressou otimismo apesar do incidente: "O veículo está estável perto ou no local de pouso pretendido. Temos comunicações com o módulo de pouso e para começar, isso é fenomenal". Os engenheiros da empresa estão atuando intensamente para obter informações da espaçonave, apesar de ainda não terem enviado nenhuma fotografia desde o pouso.
A missão sofreu percalços como a inativação dos localizadores de alcance de laser, fundamentais para a aterrissagem. No entanto, a equipe conseguiu uma solução alternativa com o Navigation Doppler Lidar, um instrumento de backup que forneceu as leituras necessárias para a descida. "Parece fácil em retrospecto", comentou Dr. Tim Crain, CTO da Intuitive Machines, sobre a adaptação do software da Odysseus para utilizar o instrumento em tempo recorde.
Após ajustes no software e uma reinicialização delicada do computador da espaçonave para evitar desvios de curso, a Odysseus enfrentou ainda a descida acelerada e um possível problema com uma das pernas de pouso, que pode ter causado o tombamento.
A equipe trabalha agora para tentar comunicar-se com um sistema de câmeras acoplado à espaçonave, que deveria ter capturado imagens do pouso. Embora a modificação da câmera não tenha sido implementada a tempo, existe a possibilidade de ainda ejetá-la para fotografia da área.
Os desafios continuam, com a previsão de que a energia solar disponível para a Odysseus se esgotará em nove dias. A espaçonave não foi projetada para resistir às temperaturas noturnas lunares, mas há esperanças de que ela possa voltar a operar com o reaparecimento do Sol. "Veremos se nossos componentes eletrônicos sobreviverão", afirmou Crain, mantendo as expectativas de retomar a missão após a noite lunar.
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