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O cenário tecnológico atual presencia o surgimento de um novo conceito que tem cativado a atenção do mercado: a computação espacial. Essa inovação, que transcende os paradigmas da computação tradicional, foi trazida ao público pela Apple com o lançamento do seu revolucionário dispositivo, o Vision Pro. A chegada deste aparelho às lojas dos Estados Unidos, nesta sexta-feira, 2, marca uma nova era, com valores que oscilam entre US$ 3,5 mil e US$ 4,5 mil.
Tim Cook, presidente executivo da Apple, destacou a importância deste avanço no dia 5 de junho do ano passado, na WWDC: "Assim como o Mac e o iPhone foram marcos em suas respectivas áreas, o Vision Pro inaugura a era da computação espacial". A computação espacial é uma extensão do que a Apple tem desenvolvido desde a criação de suas primeiras máquinas por Steve Jobs e Steve Wozniak em 1976.
Diferente da interação que temos hoje com dispositivos através de telas e botões, a computação espacial oferece uma nova forma de interagir com o ambiente. "A máquina entende o espaço físico", explica Eduardo Pellanda, professor da PUC-RS. Este tipo de tecnologia permite a projeção de telas e objetos no próprio ambiente em que o usuário está inserido.
O Vision Pro é pioneiro ao explorar o termo computação espacial, diferenciando-se de outros dispositivos que se limitam a realidade virtual (RV) ou realidade aumentada (RA). Enquanto produtos como o Quest 3 da Meta e o PSVR 2 da Sony focam em games e entretenimento imersivo, o Vision Pro da Apple propõe uma realidade mista (RM), embora a empresa não adote oficialmente essa terminologia.
Com uma série de funcionalidades, desde assistir filmes até realizar trabalhos multitarefas, o Vision Pro é equipado com sensores avançados, inteligência artificial e visão computacional. A interação com o dispositivo é feita por voz através da Siri, por gestos manuais e acompanhamento ocular, eliminando a necessidade de teclado e mouse ou tela multitoque.
A origem da computação espacial remonta a 2003, quando Simon Greenwold, do MIT, definiu o conceito, prevendo uma interação mais completa entre humanos e máquinas. Pellanda sugere que o Vision Pro pode ser um "cavalo de Tróia" da Apple, com potencial para substituir múltiplas telas e dispositivos que hoje têm usos específicos, redefinindo a forma como interagimos com a tecnologia no dia a dia.
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