
Com um orçamento bilionário de US$ 1 bilhão da NASA, o professor Dante Lauretta, especialista em ciências planetárias e cosmoquímica na Universidade do Arizona, encabeça uma missão crucial para estudar o asteroide Bennu, revelando segredos do Sistema Solar e potencialmente salvaguardando nosso futuro.
A tarefa, iniciada em 2020 com a equipe de Lauretta no centro de controle no Colorado, culminou na coleta de uma amostra do asteroide pela missão OSIRIS-REx, marcando um feito inédito para a ciência dos Estados Unidos.
Após a chegada da amostra em setembro de 2023, análises preliminares indicaram a presença de água e carbono em abundância, sugerindo que Bennu pode ter sido parte de um planeta aquático ancestral, datado de bilhões de anos atrás.
O tamanho do Bennu, com seus 484 metros de diâmetro e composição rica em carbono, levanta a hipótese de que o asteroide seja um fragmento de um corpo celeste maior que se desintegrou há aproximadamente dois bilhões de anos. Esta característica torna Bennu um objeto de estudo valioso, pois pode conter moléculas orgânicas semelhantes às que deram origem à vida na Terra.
"Esta missão transcende a simples coleta de amostras; ela é uma ponte para a compreensão da história cósmica e uma defesa contra possíveis impactos futuros", destacou Lauretta, cujo relato foi publicado no Daily Mail e em sua obra 'The Asteroid Hunter: A Scientist's Journey to the Dawn of our Solar System'.
A relevância dessa missão se estende além da pesquisa científica, tendo em vista a projeção da NASA de que Bennu poderia colidir com a Terra em 2182, o que demanda um conhecimento aprofundado para eventuais medidas preventivas.
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