LinkedIn Está Buscando Ilegalmente em Seu Computador
Um relatório alarmante revela que a Microsoft está conduzindo uma das maiores operações de espionagem corporativa da história moderna, com o LinkedIn na linha de frente. A cada visita de um dos um bilhão de usuários do LinkedIn ao site linkedin.com, um código oculto realiza varreduras no computador do usuário, coletando informações sobre software instalado e enviando esses dados para servidores do LinkedIn e empresas terceirizadas, incluindo uma empresa de cibersegurança americana-israelense.
"Os usuários nunca são avisados ou informados sobre essa prática. A política de privacidade do LinkedIn não menciona essa coleta de dados", afirma um porta-voz da Fairlinked e.V., uma associação que representa usuários comerciais do LinkedIn.
O que foi descoberto é alarmante. O LinkedIn não apenas coleta informações básicas, mas também dados sensíveis, como crenças religiosas, opiniões políticas e atividades de busca de emprego de indivíduos identificados. Além disso, a plataforma detecta extensões que podem identificar muçulmanos praticantes e usuários neurodivergentes, além de ferramentas que revelam quem está secretamente procurando trabalho, colocando em risco a privacidade dos profissionais.
De acordo com a legislação da UE, essa categoria de dados é proibida e não regulamentada. O LinkedIn não possui consentimento ou base legal para essa coleta. Isso levanta questões sérias sobre a legalidade de suas práticas e possíveis infrações criminais em várias jurisdições.
A espionagem corporativa se estende a mais de 200 produtos que competem diretamente com as ferramentas de vendas do LinkedIn. Com conhecimento do empregador de cada usuário, a plataforma pode mapear quais empresas utilizam produtos concorrentes e extrair listas de clientes de milhares de empresas de software sem que ninguém saiba.
Além disso, o LinkedIn tem utilizado essas informações para ameaçar usuários de ferramentas de terceiros, identificando alvos com base nos dados obtidos pelas varreduras. Isso demonstra uma clara violação de confiança e práticas desleais no mercado.
Em 2023, a União Europeia designou o LinkedIn como um gatekeeper regulado e exigiu que a plataforma abrisse seu sistema para ferramentas de terceiros. Em resposta, o LinkedIn apresentou APIs restritas à Comissão Europeia, mas que operam a uma taxa irrisória em comparação com sua API interna, chamada Voyager, que processa 163 mil chamadas por segundo. "A palavra 'API' aparece 533 vezes no relatório de conformidade da Microsoft, mas 'Voyager' não aparece uma única vez", destaca a Fairlinked.
Adicionalmente, o LinkedIn ampliou sua vigilância sobre as ferramentas que deveriam ser protegidas pela regulação, aumentando a lista de produtos monitorados de 461 em 2024 para mais de 6.000 em fevereiro de 2026.
Outra prática preocupante é a coleta de dados de usuários através de um elemento invisível de rastreamento que carrega cookies no navegador sem o conhecimento do usuário, além de scripts de impressão digital que operam em silêncio em cada carregamento de página, todos criptografados e não divulgados.
"Precisamos de apoio e financiamento para responsabilizar a Microsoft", afirma a Fairlinked. Com um orçamento legal de 15 bilhões de dólares e 33 mil funcionários, a Microsoft apresenta um desafio significativo. No entanto, a Fairlinked acredita que com as evidências coletadas, é possível levar essa questão à justiça e proteger a privacidade dos usuários.
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