
A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) anunciou o desligamento temporário do módulo lunar SLIM, sigla para 'Smart Lander for Investigating Moon', devido à incapacidade de recarregar suas baterias através da célula solar integrada. A missão, que celebrou um pouso suave na Lua, tornando o Japão o quinto país a alcançar tal feito, enfrenta agora a incerteza de uma possível reativação. Após a descarga da bateria para 12%, a JAXA desativou o módulo para preservar energia suficiente que permita uma futura retomada das operações.
A engenharia da agência permanece otimista, baseando-se na posição das células solares do SLIM voltadas para o oeste, indicando que, com a incidência de luz solar na superfície lunar nessa direção, pode haver geração de energia e uma subsequente recuperação do módulo. Preparativos para tal recuperação já estão em andamento. Apesar do sucesso em transmitir uma grande quantidade de dados e imagens antes da redução da carga da bateria, o módulo deverá enfrentar o desafio de sobreviver ao intenso frio lunar, que pode chegar a -200 graus durante a noite.
Hitoshi Kuninaka, diretor geral do Instituto de Ciência Espacial e Astronáutica do Japão (ISAS), esclareceu que o SLIM possui um mecanismo de 'modo de sono', projetado para períodos de perda de energia, levando em conta os longos dias e noites lunares. A possibilidade de reativação após as duas semanas de escuridão lunar não foi um aspecto principal no design do módulo, mas há uma esperança cautelosa de que o SLIM possa 'sobreviver à noite'.
A JAXA planeja realizar uma coletiva de imprensa ainda esta semana para divulgar mais detalhes sobre a missão lunar e o estado das células solares do SLIM. Enquanto isso, a comunidade científica e entusiastas do espaço observam com expectativa a situação, torcendo pelo sucesso contínuo da missão, que já marcou um avanço significativo para o programa espacial japonês.
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