
O Google anunciou nesta quarta-feira, dia 10, a abertura do chatbot Bard para 180 países em inglês e confirmou a integração da tecnologia em várias outras plataformas, inclusive a ferramenta de buscas online. Sundar Pichai, diretor do grupo, afirmou que a empresa está em um ponto de inflexão, pois há sete anos são uma empresa de inteligência artificial. Com a IA generativa, estão repensando todos os produtos principais, inclusive a busca.
O lançamento, em novembro, do ChatGPT, apoiado pela Microsoft, deu início a uma corrida frenética pela IA generativa, entre entusiasmo e preocupações apocalípticas. O Google respondeu com o Bard, que é limitado e foi aberto ao público em março.
Atualmente, o chatbot está disponível apenas em inglês, mas em breve poderá conversar em 40 idiomas. A expectativa é que ele se torne multimídia, integrando imagens às perguntas e respostas dos usuários. A empresa também mostrou como a busca online mudará gradualmente, com respostas escritas para as perguntas dos usuários acima dos links tradicionais e a possibilidade de interagir com a interface.
O novo Google estará disponível nas próximas semanas, e a empresa abriu uma lista de espera na qual os usuários podem se inscrever para utilizá-lo. Além disso, o grupo está desenvolvendo extensões para o Bard, para que os usuários possam interagir diretamente com o robô por meio do aplicativo Maps, da caixa de mensagens Gmail ou do processador de textos online Docs.
A Microsoft já havia integrado o ChatGPT ao seu mecanismo de buscas Bing e, na semana passada, o disponibilizou por completo ao público em geral. Os dois rivais competem na tentativa de transformar suas plataformas impulsionadas por IA nos assistentes pessoais preferidos pelos usuários.
Apesar do esforço conjunto das duas maiores empresas do mundo, a inteligência artificial pode ser usada para desinformação, com clones de voz, vídeos falsos e mensagens escritas de forma convincente. Em março, um grupo de especialistas pediu uma pausa no desenvolvimento de sistemas de IA poderosos para dar tempo de garantir sua segurança.
O cientista da computação Geoffrey Hinton, que deixou seu cargo no Google para denunciar os perigos da tecnologia, afirmou que a ameaça existencial da IA é "séria e iminente".
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