
Uma inesperada falha técnica paralisou a frota de trens da empresa polonesa Newag, operados pelas Ferrovias da Baixa Silésia, provocando atrasos e transtornos para os passageiros. O incidente começou logo após a manutenção dos primeiros trens da série Impuls 45WE pela empresa SPS, que venceu a licitação em detrimento da própria Newag, oferecendo um valor aproximadamente 750 mil dólares mais barato. A SPS, seguindo o manual de 20 mil páginas, não conseguiu fazer as máquinas voltarem a operar, apesar dos diagnósticos indicarem que os trens estavam aptos a circular.
Diante de trens imobilizados e a crescente pressão de multas contratuais, a SPS contratou o renomado grupo de hackers poloneses Dragon Sector para solucionar o enigma. Após intensa investigação, descobriu-se que os veículos possuíam mecanismos de software que os impediam de funcionar sob certas condições, incluindo sua localização via GPS, que apontava para oficinas concorrentes da Newag.
A equipe de hackers, após um árduo processo de engenharia reversa e análise, conseguiu identificar e contornar os bloqueios incorporados, permitindo que os trens voltassem a funcionar momentos antes de uma importante inspeção da Ferrovia da Baixa Silésia. A história, que veio à tona durante a conferência Oh My H@ck em 5 de dezembro de 2023, revela práticas questionáveis por parte da Newag e a engenhosidade dos profissionais envolvidos para superar um desafio técnico sem precedentes.
Nenhum órgão de proteção ao consumidor ou de regulação ferroviária tomou medidas significativas até o momento, apesar das perdas substanciais para as organizações de transporte público e para os passageiros. A única ação conhecida partiu do CERT Polska, que notificou as autoridades competentes após ser informado pelos pesquisadores sobre a descoberta.
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