
O Sol emitiu uma forte explosão solar, com pico às 19h14 (horário de Brasília) em 2 de julho de 2023. O Observatório de Dinâmica Solar da NASA, que monitora constantemente o Sol, capturou uma imagem do evento.
Essa explosão é classificada como uma explosão X1.0. A classe X denota as explosões mais intensas, enquanto o número fornece mais informações sobre sua intensidade.
Uma explosão solar é uma liberação repentina e significativa de energia na atmosfera do Sol, frequentemente associada a manchas solares e atividade magnética. Essas explosões são os maiores eventos explosivos em nosso sistema solar, lançando feixes de partículas carregadas e radiação eletromagnética para o espaço.
As explosões solares são observadas principalmente pela luz que emitem em várias faixas de comprimento de onda, que vão de ondas de rádio a raios gama. A classificação da intensidade de uma explosão solar geralmente envolve medições do fluxo de raios X na faixa de 1 a 8 angstroms, detectados por satélites em órbita da Terra. O sistema mais comumente usado as categoriza em classes A, B, C, M ou X, sendo a classe A a menor e a classe X a maior. Dentro de cada classe, uma escala numérica de 1 a 9 indica ainda mais a intensidade (com exceção das explosões de classe X, que podem ultrapassar 9).
As explosões solares podem ter uma série de efeitos na Terra. O impacto mais imediato ocorre na ionosfera de nosso planeta, onde a radiação da explosão pode causar uma perturbação ionosférica súbita (SID), interrompendo as comunicações de rádio de alta frequência (HF). Explosões mais intensas, especialmente as de classe X, podem resultar em apagões de rádio que duram de alguns minutos a algumas horas.
As partículas carregadas associadas às explosões solares, especialmente quando acompanhadas por ejeções de massa coronal (CMEs), também podem representar uma ameaça tanto para satélites quanto para astronautas no espaço devido ao aumento dos níveis de radiação. Com o tempo, isso pode degradar a eletrônica dos satélites e representar um risco à saúde dos astronautas.
Além disso, quando essas partículas carregadas alcançam o campo magnético da Terra, elas podem causar tempestades geomagnéticas. Essas tempestades podem resultar em auroras boreais deslumbrantes, mas também podem interromper as redes elétricas, potencialmente causando apagões generalizados. Na verdade, a maior tempestade geomagnética registrada, o Evento Carrington em 1859, resultou de uma poderosa explosão solar e fez com que os sistemas de telégrafo em toda a Europa e América do Norte falhassem, havendo relatos de operadores recebendo choques elétricos e postes de telégrafo lançando faíscas.
Além disso, as explosões solares podem ter efeitos no clima da Terra, embora essa seja uma área de pesquisa em andamento. Alguns cientistas sugerem que períodos prolongados de alta atividade de explosões solares podem ter um leve efeito de aquecimento no clima da Terra, enquanto períodos de baixa atividade podem ter um leve efeito de resfriamento.
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