
Na quinta-feira, às 12h02, horário da costa leste dos EUA, um imenso flare solar da classe X foi registrado, sendo o mais forte deste tipo e o mais intenso desde o último ciclo solar de 11 anos, superando o anterior observado em 10 de setembro de 2017. Esta explosão solar é uma emissão intensa de radiação que parte de manchas solares, sendo as de classe X as mais poderosas, seguidas pelas classes M, C, B e A.
Na sexta-feira, após o evento principal, uma flare de classe M foi liberada, continuando a atividade solar intensa. A flare de quinta-feira resultou em uma onda de partículas de alta energia que atingiu a Terra em apenas oito minutos, causando um apagão de rádio de ondas curtas sobre a América Central e do Sul, evento descrito pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) como 'incrível' e 'provavelmente um dos maiores eventos de rádio solar já registrados'.
Centros de aviação do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA relataram interferências e deterioração na qualidade do sinal. Agora, a atenção está voltada para o sábado e domingo, quando se espera que a matéria solar e o magnetismo da 'ejeção de massa coronal' (CME), associada à flare, possam impactar a Terra. Apesar de essa matéria se mover mais lentamente, é conhecida por causar tempestades geomagnéticas e produzir luz visível – as auroras boreais.
Prever a ocorrência das auroras é um desafio. Existem apenas dois métodos principais para observar uma possível CME antes de sua chegada: imediatamente após a ocorrência, por meio do satélite Solar and Heliospheric Observatory, que observa a atmosfera solar, e após cerca de dois dias, quando a CME chega ao satélite Deep Space Climate Observatory (DSCOVR), que está a cerca de 1 milhão de milhas da Terra, oferecendo apenas uma hora de aviso antes do impacto real.
O Centro de Previsão de Clima Espacial da NOAA prevê pelo menos tempestades geomagnéticas G1 nos próximos três dias, permitindo que as auroras sejam vistas no sul do Canadá. Não se descarta tempestades mais significativas G2 ou G3, que poderiam levar as auroras até o norte dos Estados Unidos.
A intensidade do flare solar original é notável, pois em média ocorrem de 100 a 150 flares de classe X por ciclo solar de 11 anos. Estamos nos aproximando do pico do ciclo solar, previsto para 2024. Com o aumento dos sunspots, espera-se que a atividade solar continue a crescer até o auge do ciclo, o que significa que os observadores do céu devem permanecer atentos, pois as chances de testemunhar as auroras boreais serão maiores nos próximos meses.
Confira os últimos vídeos publicados no canal