
A comunidade de observadores da aurora boreal teve uma noite de expectativa na última quinta-feira, aguardando ansiosamente por um espetáculo celeste que parecia não se concretizar. Entretanto, contrariando as dúvidas, a natureza surpreendeu com um poderoso show de luzes. O evento foi ocasionado por uma tempestade geomagnética de nível G3, classificação forte dentro da escala que vai até 5. O fenômeno surgiu pouco antes do amanhecer de sexta-feira na costa leste dos Estados Unidos, algumas horas após o horário previsto, colorindo o céu ao sul até o Arizona, com possibilidade de novas exibições luminosas em breve.
O espetáculo foi resultado de quatro ejeções de massa coronal (CMEs) emitidas pelo sol, que se dirigiram à Terra no início da semana. Havia a expectativa de que três dessas ejeções se combinariam em uma intensa CME 'canibal', capaz de desencadear auroras em locais inusitados, estendendo-se pelo sul dos Estados Unidos e Europa. Apesar de um começo tímido na quinta-feira à noite, a paciência dos observadores foi recompensada com uma madrugada iluminada por colunas vermelhas e verdes visíveis a olho nu.
Os relatos de avistamento da aurora chegaram de locais tão distantes quanto o Arizona, além de Nebraska, Iowa, Connecticut e Massachusetts. Mesmo com a lua quase cheia, os céus noturnos se encheram de cores vivas. As previsões, apesar do atraso inicial, mostraram-se precisas, e a tempestade geomagnética proporcionou um espetáculo impressionante, com poucos impactos na infraestrutura tecnológica.
O alcance prolongado da aurora boreal, causado pelas múltiplas CMEs, pode se estender pela noite de sexta-feira nos Estados Unidos, enquanto outras regiões do mundo se preparam para presenciar as deslumbrantes luzes dançantes. Com o ciclo solar rumo ao seu ápice em 2024, atividades geomagnéticas adicionais são esperadas, prometendo mais espetáculos naturais nos próximos meses.
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