
Em 2017, a Volkswagen admitiu ter manipulado dados de emissões nos Estados Unidos, gerando uma onda de indignação global e dando início a um dos maiores escândalos corporativos da história automotiva. Essa crise profunda afetou a montadora com sede em Wolfsburg, que viu sua reputação abalada.
Os dispositivos instalados nos veículos detectavam quando um carro estava passando por testes de emissões e alteravam seu desempenho para atender aos padrões ambientais. No entanto, durante a condução normal, os automóveis liberavam poluentes em níveis muito acima dos limites legais.
Em 2019, promotores alemães acusaram o então CEO Herbert Diess, o presidente Hans Dieter Pötsch e o ex-CEO Martin Winterkorn — que renunciou logo após o escândalo ter vindo à tona em 2015 — de manipulação de mercado relacionada à fraude das emissões.
No ano seguinte, um tribunal na Alemanha decidiu encerrar os procedimentos legais contra Diess e Pötsch, enquanto a Volkswagen pagou uma multa de €9 milhões em decorrência do escândalo. Winterkorn, que deveria ter participado do julgamento, foi excluído por motivos de saúde antes de seu início em setembro de 2021. Ele, como testemunha e réu, continua a negar qualquer responsabilidade pelo ocorrido.
Desde o início do escândalo, a Volkswagen tem enfrentado uma série de processos judiciais e ações legais. Em 2020, a empresa declarou que a crise havia custado mais de €30 bilhões em multas e acordos.
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