Documentos militares dos Estados Unidos revelam diretrizes sobre comunicação criptográfica que podem ter sido cruciais durante a Segunda Guerra Mundial. Um manual do Exército dos EUA datado de 1950, intitulado "BASIC CRYPTOGRAPHY" (Manual Técnico do Exército TM 32-220), discute a prática de "parafrasear" mensagens para garantir a segurança das comunicações. Este documento substitui outros anteriores de 1944 e 1945, que abordavam temas semelhantes, mas não estão disponíveis online.
O manual deixa claro, em uma de suas seções, que "nunca se deve repetir o texto idêntico de uma mensagem enviada em forma criptográfica". Essa orientação é fundamental para evitar que inimigos alertas comparem textos simples com criptogramas, o que representaria um risco significativo para a segurança do sistema criptográfico. Além disso, recomenda que, quando informações forem divulgadas ou manipuladas por várias pessoas, estas devem ser cuidadosamente parafraseadas antes da distribuição para minimizar os dados que um inimigo poderia obter.
De acordo com o documento, "parafrasear" significa reescrever a mensagem de forma a alterar sua redação original sem mudar seu significado. Isso envolve a modificação da ordem das sentenças, a substituição de palavras por sinônimos e a eliminação de palavras ou nomes próprios sempre que possível. O manual enfatiza que a eliminação é preferível à expansão do texto, já que uma simples ampliação poderia permitir a um especialista reduzir a mensagem para sua forma original.
Esse conhecimento sobre a prática de parafrasear mensagens foi essencial para os aliados, que o utilizaram para decifrar o complexo código Enigma dos alemães. Ao capturar máquinas que utilizavam cifras mais simples, os aliados conseguiram quebrar essas cifras e, ao descobrir que os alemães estavam criptografando as mesmas mensagens de formas diferentes, puderam identificar tanto as mensagens criptografadas quanto as não criptografadas. Isso facilitou a quebra de códigos mais fortes e a identificação rápida do código vigente.
As informações contidas no manual ressaltam a importância de práticas seguras de comunicação em tempos de guerra, destacando a necessidade de estratégias que impeçam a interceptação e a análise das mensagens pelos inimigos.
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