
Cientistas da Universidade de Lausanne, na Suíça, liderados pelo biólogo Nicolas Fasel, descobriram um fenômeno reprodutivo incomum em morcegos da espécie serotine, comuns nas florestas e sótãos de construções antigas da Europa e Ásia. Esses morcegos possuem órgãos sexuais masculinos de tamanho notavelmente grande, com a característica peculiar de terem cabeças em formato de coração e dimensões que superam em muito as das fêmeas.
A equipe de pesquisa, intrigada com a mecânica de acasalamento desses animais, investigou como os morcegos machos da espécie usam seus pênis desproporcionais durante a cópula. O estudo, publicado na revista Current Biology na segunda-feira, revelou que, diferentemente da maioria dos mamíferos, os morcegos serotine realizam o acasalamento sem penetração.
Os cientistas observaram que, em vez de penetrarem as fêmeas, os machos utilizam seus pênis alongados para afastar a membrana caudal das parceiras, alinhando suas aberturas genitais para permitir um contato direto. Esse método de acasalamento, descrito como 'beijo cloacal', é semelhante ao comportamento de algumas aves, desafiando a suposição de que a reprodução mamífera envolve necessariamente penetração.
Essa descoberta de Dr. Fasel e seus colegas fornece uma nova perspectiva sobre a diversidade de comportamentos reprodutivos entre mamíferos, além de contribuir significativamente para o entendimento da biologia reprodutiva desses morcegos. A natureza única do acasalamento dos morcegos serotine nos lembra da complexidade e variabilidade das estratégias de reprodução no reino animal.
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