
Uma descoberta feita por pesquisadores da Universidade de Duke pode mudar a forma como entendemos a química biológica. O artigo, publicado na revista científica Chem, revelou que campos elétricos semelhantes aos encontrados em microgotículas de água e ar também existem em torno de outra estrutura celular chamada de condensados biológicos, que formam compartimentos dentro da célula sem precisar de uma membrana física para tal.
Esses sinais elétricos são possíveis, em parte, devido a um desequilíbrio nas cargas elétricas que existe em ambos os lados de uma membrana celular. Até recentemente, acreditava-se que a membrana fosse um componente essencial para criar esse desequilíbrio, mas a pesquisa da Universidade de Stanford descobriu que cargas elétricas desequilibradas semelhantes podem existir até mesmo entre microgotículas de água e ar.
Os cientistas de Duke se inspiraram na pesquisa anterior para verificar se os mesmos desequilíbrios elétricos existiam nos pequenos condensados biológicos. Eles também queriam saber se esses desequilíbrios desencadeavam reações de oxigênio reativo, como outros sistemas.
A descoberta fundamental dos pesquisadores pode mudar a forma como pensamos sobre a química biológica e fornecer uma pista de como a primeira vida na Terra aproveitou a energia necessária para surgir. A energia para as primeiras funções da vida poderia ter vindo de condensados biológicos, que são redox ativos e essenciais para as células.
Os pesquisadores afirmam que a descoberta de que os condensados biológicos são redox ativos sugere que eles não evoluíram apenas para realizar funções biológicas específicas, mas também possuem uma função química crítica que é essencial para as células. Isso pode ser importante para muitos campos de pesquisa.
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