
Neste último dia de operações de 2023, a Apple (AAPL) apresentou um crescimento significativo de 54% no ano, embora o resultado fique um tanto ofuscado diante do sucesso ainda maior de seus concorrentes no ramo da tecnologia.
Segundo análise de Kif Leswing, da CNBC, o desempenho da Apple, apesar de ter superado as expectativas de Wall Street em alguns relatórios de ganhos recentes, foi marcado por um declínio na receita durante quatro trimestres consecutivos – algo que não ocorria há mais de vinte anos.
Enquanto ações da Nvidia tiveram um acréscimo impressionante de 244%, as da Meta cresceram 184%, as da Tesla 130% e as da Amazon 78%. Até mesmo a Microsoft, com um aumento de 56%, superou a AAPL no último ano.
A queda nas vendas de produtos fundamentais como iPhones, iPads e Macs contribuiu para essa fase mais cautelosa dos investidores. Fatores globais, como a menor venda de smartphones em mais de uma década, e questões específicas da empresa, como atualizações consideradas menores nos iPhones, a ausência de novos lançamentos de iPads em 2023 e melhorias apenas incrementais nos Macs, influenciaram o cenário. A proibição temporária do Apple Watch também representou um contratempo no final do ano.
Ainda assim, a Apple mantém o título de empresa mais valiosa do mundo, com uma capitalização de mercado em torno de US$ 3 trilhões e um lucro impressionante de aproximadamente US$ 100 bilhões no ano fiscal de 2023.
Para 2024, a empresa poderá ver uma virada no jogo com o fortalecimento das vendas de hardware e o crescimento do setor de serviços. O lançamento do Vision Pro no início de 2024, apesar de não ser esperado para gerar muita receita no primeiro ano, pode, segundo a CNBC, criar impulso positivo para o futuro e atrair atenção e movimento para os produtos já existentes da Apple.
"Se o Vision Pro for bem recebido no próximo ano, isso poderá gerar uma onda de otimismo para os produtos da marca", afirma a CNBC. O cenário sugere uma pergunta relevante: a Apple retomará o crescimento de sua receita em 2024? As expectativas do mercado e dos consumidores apontam para um ano decisivo para a gigante tecnológica.
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