O céu noturno será palco de um espetáculo celeste com o pico da chuva de meteoros Úrsidas entre os dias 22 e 23 de dezembro, segundo informações do Royal Museums Greenwich. O fenômeno, que teve início em 17 de dezembro, segue até o dia 26 do mesmo mês, prometendo encantar os observadores com uma média de cinco a dez meteoros por hora no ápice do evento.
Os entusiastas da astronomia poderão apreciar esses rastros luminosos, consequência dos detritos entrando na atmosfera terrestre a incríveis velocidades, que podem chegar a 70 quilômetros por segundo, e se vaporizando ao contato com a atmosfera. As Úrsidas, cujos meteoros parecem emanar da proximidade da estrela Beta Ursae Minoris (Kochab), têm origem nos detritos deixados pelo cometa 8P/Tuttle.
Contudo, a observação deste ano pode ser desafiadora devido à presença da Lua em sua fase Quarto Crescente, apresentando cerca de 80% de visibilidade e crescendo rumo à fase de Lua Cheia, o que pode comprometer as condições ideais de visibilidade para a chuva de meteoros.
"A caça de meteoros é uma atividade que exige paciência, uma boa cadeira e roupas apropriadas para o frio", destaca o Royal Museums Greenwich, lembrando que o fenômeno pode ser visto a olho nu, sem a necessidade de equipamentos ópticos, mas é importante dar tempo para que os olhos se adaptem à escuridão.
Para os observadores no Hemisfério Sul, incluindo os brasileiros, as chances de avistar a chuva de meteoros são menores. Segundo a The Planetary Society, a visibilidade é mais provável nas regiões nortistas deste hemisfério, embora a American Meteor Society enfatize que os raros meteoros observáveis aparecerão principalmente antes do amanhecer.
Os astrônomos recomendam que, para aqueles no Brasil que desejam testemunhar o evento, escolham locais afastados da poluição luminosa das cidades. "Os meteoros podem surgir em qualquer parte do céu, então é essencial estar em um espaço aberto para um melhor aproveitamento da experiência", aconselham os especialistas.
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