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Avanços da Colossal Biosciences na desextinção do mamute lanoso e do dodô

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7 March 2024

A Colossal Biosciences, uma startup revolucionária no campo da biotecnologia, está avançando significativamente rumo à desextinção do mamute lanoso. Segundo o cofundador e CEO, Ben Lamm, a empresa alcançou um progresso notável ao reprogramar células-tronco de elefantes. Este avanço é considerado 'momentoso', pois pavimenta o caminho não apenas para a criação dos blocos construtivos de um bebê mamute, mas também para a pesquisa em biodiversidade e a conservação de espécies ameaçadas.

A companhia, avaliada em 1,5 bilhão de dólares, possui ambições grandiosas, como ressuscitar não só o mamute lanoso, mas também o dodô. Lamm expressou que cada passo é uma aproximação dos objetivos de longo prazo da Colossal, que incluem a edição gênica e a fertilização in vitro para criar uma criatura semelhante ao mamute até 2028.

O cofundador da empresa e geneticista de Harvard, George Church, destacou a importância desses estudos, especialmente para as espécies em perigo, citando os elefantes como os mais difíceis de reprogramar. A descoberta traz novas perspectivas para o estudo dos elefantes, que são notoriamente complicados de serem estudados em laboratório.

A habilidade de reprogramar células-tronco, conhecidas como iPSCs, é um marco para a biologia, permitindo aos cientistas criar tipos de células que antes não eram acessíveis em laboratório. Após ajustes na composição química da mistura de reprogramação, os cientistas da Colossal alegam ter finalmente conseguido reprogramar as células de elefante.

Evan Appleton, líder da equipe, compartilhou a empolgação em usar as células desenvolvidas para cultivar gametas de elefante em laboratório, o que poderia eliminar a necessidade de coletá-los diretamente dos animais. Segundo Vincent Lynch, biólogo do desenvolvimento e professor associado na University at Buffalo, que não está envolvido no trabalho da Colossal, a criação de espermatozoides e óvulos em laboratório é um objetivo próximo, possibilitando a fertilização in vitro e, eventualmente, a gestação por substituição.

Embora a pesquisa possa contribuir para uma melhor compreensão da gestação de elefantes, que é extremamente longa e complexa, Eriona Hysolli, chefe de ciências biológicas e líder do projeto mamute na Colossal, ressalta que ainda não é o momento de esperar por bebês mamutes. A investigação sobre como transformar essas células-tronco de elefante em células da espécie extinta representa um desafio futuro.

A iniciativa da Colossal Biosciences é exclusiva para assinantes do Business Insider, e promete ser um divisor de águas na ciência e na conservação ambiental, com potencial para alterar nossa abordagem em relação à extinção e à crise climática.

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