
O cenário dos supercomputadores globais ganhou um novo protagonista com a estreia do Aurora, que conquistou a segunda colocação no prestigiado ranking TOP500, logo em seu lançamento. O supercomputador da Intel, que ainda não atingiu a sua capacidade máxima estimada de 2 exaflops, promete realizar façanhas de cálculo impressionantes, com a possibilidade de efetuar 2 quintilhões de operações por segundo. A expectativa é que, quando se tornar 100% operacional, o Aurora supere o atual líder, o Frontier, que apresentou um desempenho de 1.194 petaflops.
Apesar do sucesso inicial, o Aurora enfrentou diversos adiamentos desde o seu anúncio em 2015 pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos. As promessas de alcançar primeiro 180 petaflops, e depois a incrível marca de 1 exaflop, foram sendo postergadas. Em 2021, a Intel chegou a prever que o Aurora ultrapassaria os 2 exaflops, mas os atrasos continuaram, e somente em junho de 2023 a instalação foi concluída, com a perspectiva de operação plena em 2024.
A competição no campo dos supercomputadores não é brincadeira, e a AMD, a principal concorrente da Intel, também não está descansando. Seu projeto El Capitan promete ultrapassar os 2 exaflops e tem previsão de entrar em operação no mesmo ano que o Aurora.
Enquanto isso, o líder Frontier se destaca com suas 9.472 CPUs e 37.888 GPUs, distribuídas em 74 racks. O Aurora, por sua vez, possui uma estrutura composta por 166 racks, 21.248 CPUs e 63.744 GPUs, além de quase 20 petabytes de memória RAM. Ambos representam o que há de mais avançado em tecnologia de supercomputadores e prometem manter a competição acirrada nas próximas edições do TOP500.
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