
Astrônomos conseguem pela primeira vez capturar uma imagem direta de um buraco negro, mostrando como ele emite um poderoso jato de energia. A imagem capturada mostra o monstruoso buraco negro supermassivo no coração da galáxia Messier 87 (M87), que foi a primeira imagem do tipo já capturada pela humanidade.
Este novo registro mostra com precisão pela primeira vez como a base de um jato astrofísico se conecta à matéria em movimento, que se aproxima da velocidade da luz, antes de ser alimentada para a superfície do buraco negro supermassivo, em um processo chamado acreção. Registros anteriores do buraco negro central da M87 haviam conseguido capturar apenas o jato que emana dele e o próprio buraco negro supermassivo, mas não as duas características juntas.
Além disso, a imagem mostra o que os cientistas chamam de "sombra" do buraco negro, que é o centro escuro no anel brilhante em torno dele. A imagem foi criada em 2018 a partir de dados coletados por telescópios de rádio como o Global Millimetre VLBI Array (GMVA), o Greenland Telescope e o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), que trabalharam juntos para formar um instrumento virtual do tamanho da Terra.
Os buracos negros supermassivos, como o que está no centro da galáxia M87, estão consumindo grandes quantidades de matéria na forma de gás e poeira, e até mesmo estrelas que ficam muito próximas, e por isso emitem jatos poderosos de matéria que se movem a velocidades próximas à da luz. No entanto, como eles fazem isso ainda não é totalmente compreendido pelos cientistas.
Os próximos passos dos astrônomos serão observar a região em torno do buraco negro em diferentes comprimentos de onda para estudar a emissão do jato e compreender melhor como os buracos negros supermassivos lançam esses jatos de matéria tão poderosos. Esse novo registro é uma grande conquista para a astronomia e promete nos ajudar a entender melhor alguns dos mistérios mais profundos do universo.
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