
Astronautas da NASA, Jasmin Moghbeli e Loral O’Hara, realizaram uma caminhada espacial emblemática neste mês, um evento que durou seis horas e quarenta e dois minutos e foi marcado pelo desprendimento de uma bolsa de ferramentas no espaço. A missão, que ocorreu no dia 1º de novembro, incluiu trabalhos de manutenção na Estação Espacial Internacional (ISS), com foco nos painéis solares que rastreiam o sol. Apesar do sucesso na maior parte das tarefas, a dupla não conseguiu remover e guardar uma caixa de eletrônicos de comunicação, adiando essa atividade para um futuro passeio espacial. Durante o processo, a bolsa de ferramentas se perdeu, mas a NASA, após avaliar a trajetória do objeto com as câmeras externas da ISS, confirmou que não há risco de recontato com a estação e que tanto a tripulação quanto a própria ISS não correm perigo. O site EarthSky informou que a bolsa está em órbita da Terra, podendo ser avistada com binóculos nos próximos meses antes de se desintegrar na atmosfera terrestre. Este não é um caso isolado, já que em 2008 Heide Stefanyshyn-Piper também perdeu uma bolsa de ferramentas no espaço, assim como em 2006, quando os astronautas Piers Sellers e Michael Fossum perderam uma espátula de 14 polegadas. Estes incidentes destacam o problema crescente do lixo espacial, composto por materiais artificiais em órbita que não têm mais função. Em setembro de 2023, a Agência Espacial Europeia estimou que existem cerca de 35.290 objetos rastreados e catalogados, com uma massa total superior a 11.000 toneladas.
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