
Um estudo publicado na revista científica Current Biology trouxe à tona evidências de que os animais pré-históricos com pescoços longos eram alvo fácil para os predadores. O estudo revelou que o Tanystropheus, cujo pescoço é "completamente único" nos registros fósseis, foi vítima de um ataque de um Ichthyosaurus, um réptil marinho com mandíbulas poderosas.
O Tanystropheus, que possuía um pescoço tão rígido quanto uma vara de pesca, foi encontrado com uma mordida fatal na região do pescoço, comprovando a hipótese de que os predadores viam essa estrutura como um alvo irresistível.
O autor do estudo, Stephan Spiekman, paleontólogo do Museu Estadual de História Natural de Stuttgart, na Alemanha, afirmou que entender como essas estruturas funcionavam é crucial para compreender a evolução desses animais.
Essa descoberta traz à tona a visão do paleontologista Henry De la Beche, que em 1830 criou uma pintura de "Duria Antiquior", uma representação dos oceanos mesozoicos. Na pintura, um réptil marinho de pescoço longo tem sua garganta presa entre as mandíbulas de um Ichthyosaurus monstruoso. Por quase dois séculos, essa visão foi considerada como mera especulação, mas agora foi comprovada pela ciência.
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