
A Google manifestou disposição em resolver uma ação coletiva movida em 2020 que alegava que a empresa continuava a coletar dados dos usuários mesmo quando estes navegavam em modo Incógnito no navegador Chrome. A acusação partiu de residentes da Flórida e Califórnia, que afirmaram que o gigante da tecnologia infringia leis de interceptação de comunicações ao permitir que sites com Google Analytics ou Ad Manager coletassem informações como conteúdo da página web, dados do dispositivo e endereço IP, mesmo em navegação privada.
A queixa levantou o ponto de que o Google associava as atividades de navegação privada dos usuários aos seus perfis já existentes. A tentativa inicial do Google de rejeitar o processo foi frustrada quando a juíza Yvonne Gonzalez Rogers destacou que a empresa não informou explicitamente aos usuários que a coleta de dados persistia em Incógnito.
"A tentativa da Google de encerrar o processo baseia-se na ideia de que os usuários consentiram com a coleta de seus dados durante a navegação privada", disse Rogers. "Como o Google nunca informou explicitamente que faz isso, o tribunal não pode concluir, como questão de lei, que os usuários consentiram explicitamente com a coleta de dados em questão."
Uma notificação apresentada na terça-feira indica que a Google e os reclamantes chegaram a um acordo que resultará na desistência do litígio. Espera-se que o acordo seja apresentado ao tribunal até o final de janeiro, com a aprovação final do tribunal prevista para o fim de fevereiro.
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