Publicado em 7 de fevereiro de 2026 por Nolan Lawson em engenharia de software. Marcado: IA. 23 Comentários
"Não pedi por isso e você também não."
A realidade é que a programação, como a conhecemos, está mudando drasticamente. O papel do programador foi reduzido a uma função quase burocrática, semelhante à de um agente de segurança, onde o foco está em garantir que a inteligência artificial não introduza falhas perigosas em produção. E, surpreendentemente, essas ferramentas estão funcionando. Elas conseguem escrever código de forma mais eficiente do que muitos de nós.
Se você é um profissional mais experiente, pode optar por se abster de usar essas novas tecnologias. Essa decisão é aceitável, especialmente se você está no final de sua carreira. No entanto, o problema é que os programadores mais jovens, que já estão utilizando ferramentas como Warp e Cursor, rapidamente ultrapassarão seus colegas mais velhos. E, em algum momento, a sua empresa começará a questionar a razão pela qual você recebe um salário significativamente maior do que seus colegas mais novos, enquanto produz muito menos código.
Um dia, olharemos para essa era como a última em que programamos manualmente. Lembrar-se-á de como era peculiar digitar sintaxe JavaScript com as próprias mãos. Contudo, no fundo, sentiremos falta dessa prática. Sentiremos falta da sensação de moldar o código como um escultor molda a argila e da emoção de resolver um bug que nos manteve acordados até as duas da manhã.
"Se você deseja lamentar, convido-o a lamentar comigo. Somos os últimos de nosso tipo, e aqueles que virão não entenderão nossa tristeza."
A nova era da programação está aqui, e não podemos resistir a ela. O sol nasce e se põe, e, apesar de nossos protestos, a mudança continua seu curso. O que podemos fazer é aceitar essa transição e, ao mesmo tempo, lamentar a perda da arte que praticamos por tanto tempo. É um momento para refletir sobre o que foi e o que está por vir, reconhecendo que, assim como todas as coisas, nossa prática acabará se tornando uma curiosidade para as gerações futuras.
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